domingo, 19 de setembro de 2010

Leslie Caron e Gene Kelly

Quando eu era criança, me fascinava essa dupla, 

 assistia o filme todinho maravilhada.


Os dois tinham uma química incrível era um show.


É, o tempo passa...mas fica a lembrança.


Foi Gene Kelly que descobriu Leslie






Alguns momentos de Leslie




Aqui no filme Gigi


Gene kelly era único

sábado, 18 de setembro de 2010

Os Nossos Eus

Esses eus de que somos feitos, sobrepostos como pratos empilhados nas mãos de um empregado de mesa, têm outros vínculos, outras simpatias, pequenas constituições e direitos próprios - chamem-lhes o que quiserem (e muitas destas coisas nem sequer têm nome) - de modo que um deles só comparece se chover, outro só numa sala de cortinas verdes, outro se "Mrs. Jones" não estiver presente, outro ainda se se lhe prometer um copo de vinho - e assim por diante; pois cada indivíduo poderá multiplicar, a partir da sua experiência pessoal, os diversos compromissos que os seus diversos eus estabelecerem consigo - e alguns são demasiado absurdos e ridículos para figurarem numa obra impressa.

Virginia Woolf, in 'Orlando'

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Joaninha


Composição: Luís Perequê

Joaninha colorida diga
Quem são seus pintores
Será que são borboletas
Roubando tinta das flores?

Joaninha, Joaninha
Diga onde você mora
Se é na flor da laranjeira
Ou na seda da amora

Gira, gira Joaninha
Na roda do girassol
Beija-flor voa girando
Desenhando caracol

Quem pintou suas asas Joaninha
Ensinou a lagarta virar borboleta
Ensinou o macaco a fazer careta
Ensinou a aranha a fugir da vespa
Vaga-lume que ascende sem lanterna
Não deu asas pra cobra, não deu perna
E encheu toda a Terra de beleza
Quem pintou a Joaninha
Foi a mão da natureza

Pintou as asas da borboleta, foi a mão da natureza
Ensinou o macaco a fazer careta, foi a mão da natureza
Ensinou a aranha a fugir da vespa, foi a mão da natureza
E encheu toda a Terra de beleza, foi a mão da natureza.

Catavento e Girassol

Wladimir Kush

Composição: Guinga - Aldir Blanc

Meu catavento tem dentro o que há do lado de fora do teu girassol
Entre o escancaro e o contido, eu te pedi sustenido e você riu bemol
Você só pensa no espaço, eu exigi duração
Eu sou um gato de subúrbio, você é litorânea

Quando eu respeito os sinais vejo você de patins vindo na contramão
Mas quando ataco de macho, você se faz de capacho e não quer confusão
Nenhum dos dois se entrega, nós não ouvimos conselho
Eu sou você que se vai no sumidouro do espelho

Eu sou do Engenho de Dentro e você vive no vento do Arpoador
Eu tenho um jeito arredio e você é expansiva, o inseto e a flor
Um torce pra Mia Farrow, o outro é Woody Allen
Quando assovio uma seresta você dança havaiana

Eu vou de tênis e jeans, encontro você demais, scarpin, soiré
Quando o pau quebra na esquina, cê ataca de fina e me ofende em inglês
É fuck you, bate bronha e ninguém mete o bedelho
Você sou eu que me vou no sumidouro do espelho

A paz é feita num motel de alma lavada e passada
Pra descobrir logo depois que não serviu pra nada
Nos dias de carnaval aumentam os desenganos
Você vai pra Parati e eu pro Cacique de Ramos

Meu catavento tem dentro o vento escancarado do Arpoador
Teu girassol tem de fora o escondido do Engenho de Dentro da flor
Eu sinto muita saudade, você é contemporânea
Eu penso em tudo quanto faço, você é tão espontânea

Sei que um depende do outro só pra ser diferente, pra se completar
Sei que um se afasta do outro, no sufoco, somente pra se aproximar
Cê tem um jeito verde de ser e eu sou meio vermelho
Mas os dois juntos se vão no sumidouro do espelho.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Recomeçar

Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.

Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”

Carlos Drummond de Andrade.

domingo, 12 de setembro de 2010

Stanislav Plutenko

Nascido na Rússia em 1961, esse moscovita
é licenciado em artes pela Academia de Artes de Stroganov um artista incrível, utiliza em sua técnica acrílico e aquarela. Suas obras tem cores contrastantes e vibrantes, adoooooro.
Apreciem.















sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Vladimir Kush


Quando eu Olho Para o mar

Quando eu olho para o mar
Dentro do mar vejo um rio
Quando eu olho para o rio
Dentro do rio vejo a chuva
Quando eu olho para a chuva
É como se olhasse as nuvens
Quando eu olho para as nuvens
É como se olhasse o mar
Quando eu olho para mim
Dentro de mim tem você
Quando eu olho para você
Por dentro sinto saudades
Quando eu olho para a saudade
Meus olhos vão desaguando
E é como um rio passando
Que não corresse pro mar.

Alceu Valença

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"Como zeladores do planeta, é nossa
responsabilidade lidar com todas as espécies
com Carinho, Amor e Compaixão.
As crueldades que os animais sofrem pelas mãos
dos homens estão alem de nossa compreensão.
Por favor, ajudem a parar com esta loucura"

Richard Gere


"No momento, nosso mundo de humanos é baseado no sofrimento e na destruição de milhões de não-humanos. Aperceber-se disso e fazer algo para mudar essa situação por meios pessoais e públicos, requer uma mudança de percepção, equivalente a uma conversão religiosa. Nada poderá jamais ser visto da mesma maneira, pois uma vez reconhecido o terror e a dor de outras espécies, você irá, a menos que resista à conversão, ter consciência das permutações de sofrimento interminável, em que se apóia a nossa sociedade." --Arthur Conan Doyle





O homem implora a misericórdia de Deus mas não tem piedade dos animais, para os quais ele é um deus. Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã e depositaram confiança nas mãos criminosas que os degolam. Ninguém purifica seu espírito com sangue. Na inocente cabeça do animal não é possível colocar o peso de um fio de cabelo das maldades e erros pelos quais cada um terá de responder." Gautama Buda






" O circo ensina as crianças a rir da dignidade perdida dos animais. Nesse caso, a 'humanização' dos bichos reflete claramente a falta de humanidade das pessoas projetada em um macaco de vestido, camuflada sob os risos." Olegário Schmitt




"A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num nível tão profundo que escapa ao nosso olhar) são as relações com aqueles que estão à nossa mercê: os animais. é aí que se produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras." - Milan Kundera



quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Lawrence Alma Tadema

Não se compõe uma sabedoria introduzindo no pensamento os resíduos diversos de todas as filosofias humanas, tal como não se fica com saúde engolindo o conteúdo de todos os frascos de uma velha farmácia.


Victor Hugo

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Don Hong Oai

Canção do dia de sempre


Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
 
Mario Quintana

sábado, 4 de setembro de 2010

Kirk Richards

Essa lembrança que nos vem


Essa lembrança que nos vem às vezes...
folha súbita que tomba
abrindo na memória a flor silenciosa
de mil e uma pétalas concêntricas...
Essa lembrança...mas de onde? de quem?
Essa lembrança talvez nem seja nossa,
mas de alguém que, pensando em nós, só possa
mandar um eco do seu pensamento
nessa mensagem pelos céus perdida...
Ai! Tão perdida
que nem se possa saber mais de quem!

Mario Quintana

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Lauri Blank

Tem os que passam
e tudo se passa
com passos já passados
tem os que partem
da pedra ao vidro
deixam tudo partido
e tem, ainda bem,
os que deixam
a vaga impressão
de ter ficado.

Alice Ruiz

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Jia Lu

"Dois e Dois são Quatro"


Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
como é azul o oceano
E a lagoa, serena

Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena

- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena.

Ferreira Gullar

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Aka Lousie

Metade


Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...

Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.

Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.

Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.

E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também

Ferreira Gullar

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Steven Kenny

...Tempos insanos!


"Em tempos insanos, de tanta
gente maluca por vaidade,
maluca por juventude,
maluca por dinheiro, maluca
por poder, os lúcidos
destacam-se pela raridade.
São aqueles que não inventam
personagens de si mesmos,
não se trapaceiam,
não criam fantasias,
ao contrário
se comprometem
com a verdade".

-Martha Medeiros-
Bryce Cameron

Quero falar da minha saudade...

Dos sonhos que engavetei
Dos sorrisos que estavam abafados
E as lágrimas que chorei por
desejar o passado.
Hoje, a saudade acorda, mas a tristeza
não volta
A vejo de outra maneira...
Já não existem feridas
Apenas lembranças bonitas
Das pessoas que passaram e deixaram
saudades na minha vida.

- Sirlei L. Passolongo -

sábado, 28 de agosto de 2010

Michael Parkes


"Não separe com tanta precisão os heróis dos vilões,
cada qual de um lado, tudo muito bonitinho como nas
experiências de química. Não há gente completamente
boa nem gente completamente má, está tudo misturado
e a separação é impossível. O mal está no próprio gênero
humano. Às vezes a gente melhora.
Mas passa ... E que interessa o castigo ou o prêmio?...
Tudo muda tanto que a pessoa que pecou na véspera já não
é a mesma a ser punida no dia seguinte."

Lygia Fagundes Telles

sexta-feira, 27 de agosto de 2010


A Raça Humana
Gilberto Gil

A raça humana é
Uma semana
Do trabalho de Deus
A raça humana é a ferida acesa
Uma beleza, uma podridão
O fogo eterno e a morte
A morte e a ressurreição
A raça humana é o cristal de lágrima
Da lavra da solidão
Da mina, cujo mapa
Traz na palma da mão
A raça humana risca, rabisca, pinta
A tinta, a lápis, carvão ou giz
O rosto da saudade
Que traz do gênesis
Dessa semana santa
Entre parênteses
Desse divino oásis
Da grande apoteose
Da perfeição divina
Na grande síntese
A raça humana é
Uma semana
Do trabalho de Deus.


Michael Karcz


Ele fixara em Deus aquele olhar de esmeralda diluída, uma leve poeira de ouro no fundo. E não obedeceria porque gato não obedece. Às vezes, quando a ordem coincide com sua vontade, ele atende mas sem a instintiva humildade do cachorro, o gato não é humilde, traz viva a memória da sua liberdade sem coleira. Despreza o poder porque despreza a servidão. Nem servo de Deus. Nem servo do Diabo.


Lygia Fagundes Telles

quinta-feira, 26 de agosto de 2010



"Diante da vastidão do tempo e da
imensidão do universo, é um imenso
prazer para mim dividir um planeta
e uma época com você."

Carl Sagan

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Steven Kenny


Sutilmente
Composição: Samuel Rosa / Nando Reis

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010



NENHUM SOSSEGO


Alma, pássaro assustado,
tu sempre perguntarás:
quando, após tantos maus dias,
vem a calma, vem a paz?

Mas sei: tão logo tenhamos
calmos dias sob a terra,
com saudade hás de fazer
de cada dia uma praga.

E, apenas salva, estarás
cansando-te em outras penas:
e impaciente arderás como
a mais jovem das estrelas.

Hermann Hesse

domingo, 22 de agosto de 2010



Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...

Alberto Caeiro - Fernando Pessoa

sexta-feira, 20 de agosto de 2010


Pra sempre verde

Tom Jobim

Tempos de flores,de primavera
Tempos de amores, de abrir a janela
Tempos de luz,de sabiá
Deixa o mato verde se espalhar
Nosso planeta prescisa carinho
De muito ar puro e riacho clarinho
Vamos tentar nossa Terra viver
Deixa o mato verde florecer

Mas tudo que ficou foi um deserto
(um deserto)
Venenos nas lagoas e no mar
(e no mar)
A vida acabada para sempre
(para sempre)
Um dia vamos ter que perguntar
(onde está)

Cadê o azul do céu
E o verde do mar
E o paraíso onde está,onde está
A maravilha de um lugar

E a floresta a serra,o mar
Onça pintada e Jequetibá
Vamos tentar,nossa Terra salvar
Pássarinho gosta de voar,e cantar pra sempre
deixa o mato verde se espalhar

Cadê o azul do céu
E o verde do mar
E o paraíso onde está,onde está
A maravilha de um lugar
(maravilha de)
A maravilha de um lugar.

Steven kenny



Poética
Tom Jobim
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.

 




Meditação

Composição: Tom Jobim e Newton Mendonça

Quem acreditou
No amor, no sorriso, na flor
Entao sonhou, sonhou...
E perdeu a paz
O amor, o sorriso e a flor
Se transformam depressa demais

Quem, no coraçao
Abrigou a tristeza de ver tudo isto se perder
E, na solidao
Procurou um caminho e seguiu,
Já descrente de um dia feliz

Quem chorou, chorou


E tanto que seu pranto já secou
Quem depois voltou
Ao amor, ao sorriso e à flor
Então tudo encontrou
E a própria dor
Revelou o caminho do amor
E a tristeza acabou.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

James Browne

Máquina breve


O pequeno vaga-lume
com sua verde lanterna,
que passava pela sombra
inquietando a flor e a treva
— meteoro da noite, humilde,
dos horizontes da relva;
o pequeno vaga-lume,
queimada a sua lanterna,
jaz carbonizado e triste
e qualquer brisa o carrega:
mortalha de exíguas franjas
que foi seu corpo de festa.

Parecia uma esmeralda
e é um ponto negro na pedra.
Foi luz alada, pequena
estrela em rápida seta.
Quebrou-se a máquina breve
na precipitada queda.
E o maior sábio do mundo
sabe que não a conserta.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Canção dos Homens

"Quando uma mulher, de certa tribo da África,
sabe que está grávida, segue para selva com outras mulheres
e juntas rezam e meditam até que aparece a "canção da criança".

Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção.
Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe cantam sua canção.
Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta.

Quando chega o momento de seu casamento, a pessoa escuta sua canção.



Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo,
a família e amigos aproximan-se e, igual como em seu nascimento,
cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".

"Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção.

Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime
ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado
e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor.

Então lhe cantam a sua canção."



"A tribo reconhece que a correção para as condutas anti-sociais não é o castigo;
é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade.

Quando reconhecemos nosssa própria canção
já não temos desejo nem necessidade de prejudicar ninguém."

"Teus amigos conhecem a "tua canção" e a cantam quando a esqueces.

Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou
as escuras imagens que mostras aos demais.

Eles recordam tua beleza quando te sentes feio;
tua totalidade quando estás quebrado;
tua inocência quando te sentes culpado
e teu propósito quando estás confuso."

Tolba Phanem

PORTAL DA COR
Composição: Ricardo Silveira/Milton Nascimento

Bom dia, natureza
Pulmão da terra mãe
Portal da cor, futuro
Cada nascer do sol

Carinho, companheiro
É como se a paz
Cobrisse o mundo inteiro


Terra, água, fogo e ar

Quero o sabor, o som
Quero tocar, visão
Cheiro de vida
E um mar de gerações

Procuro a resposta
Por que criar a dor?
Se quando estamos juntos
Temos sonho, força e amor

Gema da criação
Herdeiro do pintor
Dono do amanhã
Do sim, do não

Coragem, companheiro
Pra que fechar a voz
Se a força do desejo
Pulsa em cada um de nós.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cinema: Diário de uma Paixão (2004)


Sinopse: Quando a adolescente Allie Hamilton vai passar o verão com a família na cidade litorânea de Seabrook, na Carolina do Norte, nos anos 40, conhece o garoto Noah Calhoun, que mora na cidade. Noah sente que é amor à primeira vista. Embora a menina seja de uma família rica e ele seja um operário, os dois se apaixonam profundamente durante um verão repleto de emoção e liberdade.






Eles são separados pelas circunstâncias – e pela súbita eclosão da Segunda Guerrra Mundial –, mas ambos permanecem assombrados pelas lembranças um do outro. Quando Noah volta para casa após a guerra, Allie se foi para sempre de sua vida, mas não do seu coração.





Embora Noah ainda não saiba, Allie voltou a Seabrook, onde eles se apaixonaram. Ocorre que agora Allie está noiva de Lon, um soldado abastado que conheceu quando foi voluntária num hospital.




Décadas mais tarde, num lar de idosos, um homem lê diariamente  para uma mulher no seu caderno antigo, uma história de amor que ela não recorda e nem compreende . Embora a memória dela esteja prejudicada, ela se deixa envolver pela emocionante história de Allie e Noah – e por alguns breves momentos consegue reviver uma época de paixão e turbulência, em que eles juraram que ficariam juntos para sempre.


Leila Diniz



Viver, intensamente, é você chorar, rir, sofrer, participar das coisas, achar a verdade nas coisas que faz. Encontrar em cada gesto da vida o sentido exato para que acredite nele e o sinta intensamente.

Não sou contra o casamento. Mas, muito mais do que representar ou escrever, ele exige dom.

Sempre andei sozinha. Me dou bem comigo mesma.

Não morreria por nada deste mundo,
Porque eu gosto realmente é de viver.
Nem de amores eu morreria,
Porque eu gosto mesmo é de viver de amores.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010


Hoje é níver da popstar Madonna.

Sou fã de carteirinha.
Essa música, faz parte do cd Ray of Light (1999).
Foi uma fase "zen" de madonna, eu adorei.


Frozen
Composição: Madonna


You only see what your eyes want to see
How can life be what you want it to be?
You're frozen
When your heart's not open

You're so consumed with how much you get
You waste your time with hate and regret

You're broken
When your heart's not open


Mmm-mm-mm... If I could melt your heart
Mmm-mm-mm... We'd never be apart
Mmm-mm-mm... Give yourself to me
Mmm-mm-mm... You hold the key


Now there's no point in placing the blame
And you should know I suffer the same
If I lose you
My heart will be broken


Love is a bird, she needs to fly
Let all the hurt inside of you die
You're frozen
When your heart's not open


Mmm-mm-mm... If I could melt your heart
Mmm-mm-mm... We'd never be apart
Mmm-mm-mm... Give yourself to me
Mmm-mm-mm... You hold the key


You only see what your eyes want to see
How can life be what you want it to be?
You're frozen
When your heart's not open


Mmm-mm-mm... If I could melt your heart
Mmm-mm-mm... We'd never be apart
Mmm-mm-mm... Give yourself to me
Mmm-mm-mm... You hold the key

Mmm-mm-mm... If I could melt your heart
Mmm-mm-mm... We'd never be apart
Mmm-mm-mm... Give yourself to me
Mmm-mm-mm... You hold the key


If I could melt your heart...


Madonna - Frozen