terça-feira, 27 de abril de 2010

Obra: Rob Gonsalves

PROJETO DE PREFÁCIO
Sábias agudezas... refinamentos...
- não!
Nada disso encontrarás aqui.
Um poema não é para te distraíres
como com essas imagens mutantes de caleidoscópios.
Um poema não é quando te deténs para apreciar um detalhe
Um poema não é também quando paras no fim,
porque um verdadeiro poema continua sempre...

Um poema que não te ajude a viver e não saiba preparar-te para a morte
não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras.

Mario Quintana

segunda-feira, 26 de abril de 2010




Obra:Sakizou

Beatriz


Composição: Edu Lobo/Chico Buarque
Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz

Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que ela é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz

Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz

Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida.

sábado, 24 de abril de 2010


Balada Do Amor Inabalável

Skank
Composição: Samuel Rosa / Fausto Fawcett
Eu levo essa canção
De amor dançante
Prá você lembrar de mim
Seu coração lembrar de mim...

Na confusão do dia-a-dia
No sufoco de uma dúvida
Na dor de qualquer coisa...


É só tocar essa balada
De swing inabalável
Que é o oásis pr'o amor
Eu vou dizendo
Na seqüência bem clichê
Eu preciso de você...


Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darumdá!...


É força antiga do espírito
Virando convivência
De amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar
E não pensar em nada...


Planejando
Prá fazer acontecer
Ou simplesmente
Refinando essa amizade
Eu vou dizendo
Na sequência bem clichê
Eu preciso de você...


Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darumdá!...


Mesmo que a gente se separe
Por uns tempos ou quando
Você quiser lembrar de mim
Toque a balada
Do Amor Inabalável
Swing de amor nesse planeta...


Mesmo que a gente se separe
Por uns tempos ou quando
Você quiser lembrar de mim
Toque a balada
Seja antes ou depois
Eterna Love Song de nós dois...


Eu levo essa canção
De amor dançante
Prá você lembrar de mim
Seu coração lembrar de mim
Na confusão do dia-a-dia
No sufoco de uma dúvida
Na dor de qualquer coisa...


Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darará!
Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darará!...



terça-feira, 20 de abril de 2010

Edward Norton

Edward James Norton Jr. nasceu em Boston, E.U.A, em 18 de agosto de 1969. Faz parte da restrita safra de atores de Hollywood que garimpam roteiros inteligentes e estão preocupados com outras questões, além do puro e simples entretenimento do público. Primeiro filho, de uma família de três irmãos, o ator perdeu a mãe em 1997, tendo que abandonar, dois meses antes do início das gravações, o projeto do filme Além da Linha Vermelha, de Terrence Malick, no qual faria o papel principal. Seu pai é advogado.



Ator dedicado e consciente do seu papel social, Edward Norton trabalhou em Osaka no Japão como consultor para a Fundação Enterprise, entidade criada por seu avô que presta assistência a famílias necessitadas. Sua primeira grande atuação no cinema foi como o envolvente Aaron Stampler no filme As Duas Faces de um Crime (1996). Mas a mais, talvez, tenha sido o reabilitado neo-nazista Derek Vinyard, em A Outra História Americana. Para esse papel o ator teve que ganhar mais de 10 kg em massa muscular. Seu currículo inclui ainda os filmes Cruzada, Uma Saída de Mestre, Dragão Vermelho, Cartada Final, Clube da Luta, As Duas Faces de um Crime, Todos Dizem Eu Te Amo, O Ilusionista, O Despertar de uma Paixão, entre outros.



segunda-feira, 19 de abril de 2010

Todo dia era dia de índio


Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar


Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra,fauna e flora


Pois em sua glória,o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria


Da alegria de viver!
Da alegria de viver!


E no entanto,hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente


Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio


Cunhatã,Curumim

Cunhatã, curumim

Baby do Brasil
Composição: Jorge Benjor

sábado, 17 de abril de 2010

Cecília Meireles


Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Escreveria mais tarde:

"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.

(...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.

(...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."

Conclui seus primeiros estudos — curso primário — em 1910, na Escola Estácio de Sá, ocasião em que recebe de Olavo Bilac, Inspetor Escolar do Rio de Janeiro, medalha de ouro por ter feito todo o curso com "distinção e louvor". Diplomando-se no Curso Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, em 1917, passa a exercer o magistério primário em escolas oficiais do antigo Distrito Federal.

Dois anos depois, em 1919, publica seu primeiro livro de poesias, "Espectro". Seguiram-se "Nunca mais... e Poema dos Poemas", em 1923, e "Baladas para El-Rei, em 1925.

Casa-se, em 1922, com o pintor português Fernando Correia Dias, com quem tem três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, esta última artista teatral consagrada. Suas filhas lhe dão cinco netos.
Correia Dias suicida-se em 1935. Cecília casa-se, em 1940, com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.

A concessão do Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras, ao seu livro Viagem, em 1939, resultou de animados debates, que tornaram manifesta a alta qualidade de sua poesia.

Em 1940, leciona Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas (USA).
Em 1942, torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro (RJ).
Aposenta-se em 1951 como diretora de escola, porém continua a trabalhar, como produtora e redatora de programas culturais, na Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro (RJ).

Em 1952, torna-se Oficial da Ordem de Mérito do Chile, honraria concedida pelo país vizinho.
Realiza numerosas viagens aos Estados Unidos, à Europa, à Ásia e à África, fazendo conferências, em diferentes países, sobre Literatura, Educação e Folclore, em cujos estudos se especializou.

Torna-se sócia honorária do Instituto Vasco da Gama, em Goa, Índia, em 1953.
Em Délhi, Índia, no ano de 1953, é agraciada com o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Délhi.
Recebe o Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1962.

Falece no Rio de Janeiro a 9 de novembro de 1964, sendo-lhe prestadas grandes homenagens públicas. Seu corpo é velado no Ministério da Educação e Cultura. Recebe, ainda em 1964, o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro "Solombra", concedido pela Câmara Brasileira do Livro.
 
 
 
 
 
 
 


 
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.








Inscrição na areia


O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!


Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?

O meu amor não tem
importância nenhuma.




Fernando Pessoa

Fernando Pessoa, poeta português, nasceu em Lisboa em 13 de junho de 1888. Órfão aos 2 anos de idade, a mãe casou-se novamente com o cônsul português em Durban, África do Sul. Na África do Sul, Fernando frequentou a high school de Durban e recebeu o prêmio Rainha Vitória de estilo inglês, em 1903, no exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança. Ao regressar à Lisboa, trabalhou como tradutor e correspondente em diversas empresas comerciais; ao mesmo tempo em que se dedicava intensamente à literatura.Matriculou-se na Escola Superior de Letras, mas não concluiu. Participou da publicação de várias revistas literárias, entre elas, Orpheu.A obra de Fernando Pessoa divide-se em ortônima, publicada sob seu próprio nome; e heterônima, publicada sob o nome de diferentes poetas que ele criou.São seus heterônimos: Alberto Caeiro, poeta simples e de pouca escolaridade, inspirado na vida do campo e temática bucólica, que acredita no uso das sensações para relacionar-se com a natureza. Outro heterônimo é Ricardo Reis, clássico, apresenta poemas melancólicos e sóbrios, transparecendo seu desencanto com a civilização cristã do século XX. O terceiro heterônimo é Álvaro Campos, que inicialmente apresenta obediência aos padrões métricos fixos e sua poesia tem índole decadentista-simbolista. Posteriormente ele conhece Alberto Caeiro e este torna-se seu mestre, inflenciando sua produção poética. Álvaro passa a usar os versos livres e seus poemas traaduzem uma inadaptação social e um profundo sentimento de inapetência e impotência diante da vida. No Brasil a obra de Fernando Pessoa é encontrada em Obra Poética e contém entre outros: Mensagem; Cancioneiro; Poemas completos de Alberto Caeiro, Odes de Ricardo Reis; Poesias de Álvaro Campos; Poemas dramáticos, Poemas ingleses; Inéditas; Novas Inéditas... A obra em prosa apresenta muitos textos, além do Livro do Desassossego - por Bernardo Soares.Fernando Pessoa morreu em Lisboa em 30 de novembro de 1935, até hoje sua obra não foi publicada em sua totalidade, pois ele deixou cerca de 27 mil papéis em um baú.Ele é considerado um dos maiores e melhores poetas de todos os tempos.



Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!



 



 
 
Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível
Com que não há verdadeiro entendimento
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.



 
 
 


Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."









Nunca amamos alguém. Amamos, tão-somente, a idéia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é nós mesmos- que amamos.
Isto é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma idéia nossa.(...)
As relações entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade. No próprio ato em que nos conhecemos, nos desconhecemos. Dizem os dois 'amo-te' ou pensam-no e sentem-no por troca, e cada uma quer dizer uma idéia diferente, uma vida diferente, até, porventura, uma cor ou um aroma diferente, na soma abstracta de impressões que constiui a atividade da alma. (...)
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Um Certo Alguém



Quis evitar teus olhos
Mas não pude reagir
Fico à vontade então
Acho que é bobagem
A mania de fingir
Negando a intenção

Quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
E mudou a direção

Chego a ficar sem jeito
Mas não deixo de seguir
A tua aparição

Quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar

Me dê a mão
Vem ser a minha estrela
Complicação
Tão fácil de entender
Vamos dançar
Luzir a madrugada
Inspiração
Pra tudo que eu viver
Que eu viver, uoh, uoh

Quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar.

Lulu Santos

quinta-feira, 15 de abril de 2010


O ultimo andar

No último andar é mais bonito:

do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.

O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu que eu quero morar.

Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar.
É lá que eu quero morar.

Quando faz lua, no terraço,
fica todo o luar.
É lá que eu quero morar.

Os passarinhos lá se escondem,
para ninguém os maltratar:
no último andar:

De lá se avista o mundo inteiro:
Tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:

no último andar.

Pequena flor

Como pequena flor que recebeu uma chuva enorme

e se esforça por sustentar o oscilante cristal de gotas
na seda frágil, e preservar o perfume que aí dorme,

e vê passarem as leves borboletas livremente,
e ouve cantarem os pássaros acordados sem angústia,
e o sol claro do dia as claras estátuas beijando sente,

e espera que se desprenda o excessivo, úmido orvalho
podado, trêmulo, e sabe que talvez o vento
a libertasse, porém a desprenderia do galho,

e nesse tremor e esperança aguarda o mistério transida
- assim repleto de acasos e todo coberto de lágrimas
há um coração nas lânguidas tardes que envolvem a vida.



 
 

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Heath Ledger


O sonho de atuar acompanha Heathcliff  Andrew Ledger desde os tempos de escola, no interior da Austrália. Depois de fazer algumas aulas de atuação no próprio colégio e conseguir pequenos trabalhos no teatro e TV, se uniu a um amigo e partiu para Sydney, onde supostamente teria mais chances de entrar no show biz. Ilusões à parte, o jovem teve dificuldades no início, assim como já era esperado. Sua estréia aconteceu em 1997 num filme de baixo orçamento chamado Assassinato em Blackrock.


Por não ter formação nos Estados Unidos, o talento de Heath Ledger demorou para ser reconhecido internacionalmente. A atuação que quebrou esta barreira foi na comédia adolescente 10 Coisas que Eu Odeio em Você. A partir de então, conquistou papéis em filmes de destaque como O Patriota, Coração de Cavaleiro, A Última Ceia, Os Reis de Dogtown, Devorador de Pecados e Candy. Apareceu também em Os Irmãos Grimm e O Segredo de Brokeback Mountain, filme recordista de indicações ao Oscar 2006, com oito no total. Sua atuação no papel de Coringa em Batman - O Cavaleiro das Trevas lhe rendeu o oscar de melhor ator coadjuvante. Heath estava  filmando The Imaginarium of Doctor Parnassus na época da sua morte.  Ele foi encontrado morto num apartamento em Nova Iorque em 22 de janeiro de 2008.
 
 
Alguns filmes que atuou:
 
                                         10 coisas que odeio em você (1999)


 
 
 
                                                              
 
                                                    O Patriota (2000)             






Coração de cavaleiro (2001)







As quatro plumas (2002)



      




Devorador de pecados (2003)







Ned Kelly (2003)







Os irmãos Grimm (2005)







O segredo de Brokeback Mountain (2005)








Casanova (2005)




 




Os Reis de Dogtown (2005)




 




Candy (2006)








Não estou lá (2007)








Batman-O Cavaleiro das Trevas (2008)








O imaginário do Dr Parnassus (2009) incompleto




segunda-feira, 12 de abril de 2010


Hoje deu branco,
branco total, daqueles de perder-se
e não saber onde procurar.

Troquei os números,
números esses que deveriam estar intactos
na placa do carro e no entanto resolveram
passear pelo caixa eletrônico.

Que coisa mais sem nexo...
Achar que sabe de cor e saltiado
quando na verdade, tudo se encontra desencontrado.

Sil

domingo, 11 de abril de 2010

Juarez Machado


Juarez Machado (Joinville / Santa Catarina, 16 de março de 1941), pintor, escultor, desenhista, mímico, caricaturista, cenógrafo, escritor, fotógrafo, ator e designer. Passou sua infância em Joinville na companhia da mãe Leonora e de seu irmão Edson. Seu pai era caixeiro viajante, trabalho que o ausentava bastante.

Aos 14 anos, trabalhou em uma oficina gráfica, no setor de produções de rótulos de remédios, embalagens e cartazes para laboratórios. Nesse processo de criação, entre pincéis, tintas e papéis, um profissional estava sendo formado.
Como sua cidade natal era muito pequena, com características do velho mundo (grande parte da população era de origem alemã sendo, consequentemente, sua arquitetura semelhante a da germânica), Machado resolveu explorar outras cidades, indo assim para Curitiba aos 18 anos. Matriculou-se na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Logo ao se formar, realizou sua primeira individual na Galeria Cocaco de Curitiba, dando início a sua carreira de contínuo sucesso.
Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro – cidade que, como São Paulo, tinha maiores oportunidades e era onde tudo estava acontecendo – conseguindo, aos poucos, conquistar seu espaço.
Mudou para Paris em 1978, onde fez seu terceiro ateliê – deixando o de Joinville e o do Rio de Janeiro (ambos em atividade) – mas antes, visitou Nova York, Londres, Itália, Dinamarca, Chipre, Israel e Grécia onde tomou partido dos acontecimentos do universo artístico de cada região.

Ganhou o prêmio da 5ª Bienal de Arte da Itália, prêmio Cenários em Televisão, o prêmio “Barriga Verde” de Artes Plásticas de Santa Catarina, o prêmio Nakamori (Japão) pelo melhor livro infantil, entre outros.

Sua cidade natal (Joinville), deu-lhe o título de Cidadão Honorário em 1982, e o presidente da República concedeu-lhe a Ordem do Mérito de Rio Branco, em 1990.

Entre os sucessos de suas exposições, sua única reclamação é sobre o conservadorismo dos museus que, até hoje, não valorizam artistas do Novo Mundo provocando uma certa ausência de artistas da América do Sul.

Algumas de suas obras:
























sábado, 10 de abril de 2010

Frida Kahlo


Para se entender as pinturas de Frida Kalho é necessário conhecer a sua vida.

Frida Nasceu em 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que
havia nascido em 1910. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias; aos seis anos
contraiu poliomelite, o que à deixou coxa. Já havia superado essa deficiência quando o ônibus em
que passeava chocou-se contra um bonde. Ela sofreu multiplas fraturas e uma barra de ferro
atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último fez várias cirurgias
e ficou muito tempo presa em uma cama.

Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua
cama. Frida sempre pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque
sou o assunto que conheço melhor". Suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente
seu amor pelo marido Diego Rivera.

A sua vida com o marido sempre foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida
não ficava atrás, compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. A maior dor
de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as
seqüelas do acidente a impossibilitaram de levar uma gestação até o final), o que ficou claro em
muitos dos seus quadros.

Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante "fortes", não
eram surrealistas: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei
minha própria realidade". Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia
pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas: "Espero alegremente a saída - e espero
nunca mais voltar - Frida". Talvez Frida não suportasse mais.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cinema: Dublê de anjo




Basicamente, e sem muitas pedras de açucar, a história retrata a vida de uma inocente garotinha que se chama Alexandria e que se encontra em tratamento em um hospital por estar com o braço quebrado. A menina começa uma amizade com outro paciente do local, um jovem dublê de cinema. A partir desta relação, o ator começar a contar uma história fantástica de cinco heróis que juntam forças para derrubar um governador tirano, na Índia. Viajando por lugares exóticos e únicos, os personagens desta fantástica histótia irão enfrentar exércitos e perigos.

O filme tem elementos de peso, que só engrandecem sua obra. Tarsem Singh, diretor do premiado “A Cela”, comanda esta super produção, que obteve filmagens também no Brasil.
O filme é um doce, leve e ao mesmo tempo trágico. A inocência se vê estampada no rosto da pequena Catinca Untaru. A atriz rigorosamente selecionada para o papel, cria uma ternura inexplicável junto a seu personagem, que não deixa de ser cômico de tão bela, mas também mostra seu lado humano e infantil. O filme é na verdade uma viagem na maionese. Isso mesmo. O dublê, homem amoroso e simpático (primeira impressão), começa a contar uma história para Alexandria com o intuito de conseguir da menina algo em troca.

Diante dos dois personagens, podemos diferenciá-los quanto a suas personalidades. Alexandria é muito inocente, bonita e não possui malícia. Já o jovem dublê, é um homem depressivo que se sente excluso de toda a sociedade, e isto poderia o fazer ser capaz de colocar sua própria vida em risco. A história, contada por ele, parte mais interessante do filme e pano de fundo para o verdadeiro contexto, é o que mais nos impressiona. São cenários perfeitos. Atores totalmente sincronizados.

O diretor de fotografia nos agracia quanto ás locações e posicionamentos de câmera, que fazem de uma paisagem se tranformar em outro num piscar de olhos, se que nenhum elemento mude de posição. A perfeição das cenas é incrível, tudo é praticamente milimetrado, tornando as paisagens ainda mais bonitas.

PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA

Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída

Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.

E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.

Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.

Cecília Meireles

quinta-feira, 8 de abril de 2010



Quantas vezes a gente,em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão,por toda parte,os óculos procura

Tendo-os na ponta do nariz! (Mário Quintana)

terça-feira, 6 de abril de 2010


Foi numa roda gigante que descobri meu eterno medo de ir além...

Roupas no varal,
dançam conforme o vento,
salpicam o azul com cores,
dão movimento,beleza,animando os pregadores exaustivamente.

quinta-feira, 18 de março de 2010


Sinto que o tempo está me esmagando.
Sei que se continuar assim será triste o fim.