quarta-feira, 14 de abril de 2010

Heath Ledger


O sonho de atuar acompanha Heathcliff  Andrew Ledger desde os tempos de escola, no interior da Austrália. Depois de fazer algumas aulas de atuação no próprio colégio e conseguir pequenos trabalhos no teatro e TV, se uniu a um amigo e partiu para Sydney, onde supostamente teria mais chances de entrar no show biz. Ilusões à parte, o jovem teve dificuldades no início, assim como já era esperado. Sua estréia aconteceu em 1997 num filme de baixo orçamento chamado Assassinato em Blackrock.


Por não ter formação nos Estados Unidos, o talento de Heath Ledger demorou para ser reconhecido internacionalmente. A atuação que quebrou esta barreira foi na comédia adolescente 10 Coisas que Eu Odeio em Você. A partir de então, conquistou papéis em filmes de destaque como O Patriota, Coração de Cavaleiro, A Última Ceia, Os Reis de Dogtown, Devorador de Pecados e Candy. Apareceu também em Os Irmãos Grimm e O Segredo de Brokeback Mountain, filme recordista de indicações ao Oscar 2006, com oito no total. Sua atuação no papel de Coringa em Batman - O Cavaleiro das Trevas lhe rendeu o oscar de melhor ator coadjuvante. Heath estava  filmando The Imaginarium of Doctor Parnassus na época da sua morte.  Ele foi encontrado morto num apartamento em Nova Iorque em 22 de janeiro de 2008.
 
 
Alguns filmes que atuou:
 
                                         10 coisas que odeio em você (1999)


 
 
 
                                                              
 
                                                    O Patriota (2000)             






Coração de cavaleiro (2001)







As quatro plumas (2002)



      




Devorador de pecados (2003)







Ned Kelly (2003)







Os irmãos Grimm (2005)







O segredo de Brokeback Mountain (2005)








Casanova (2005)




 




Os Reis de Dogtown (2005)




 




Candy (2006)








Não estou lá (2007)








Batman-O Cavaleiro das Trevas (2008)








O imaginário do Dr Parnassus (2009) incompleto




segunda-feira, 12 de abril de 2010


Hoje deu branco,
branco total, daqueles de perder-se
e não saber onde procurar.

Troquei os números,
números esses que deveriam estar intactos
na placa do carro e no entanto resolveram
passear pelo caixa eletrônico.

Que coisa mais sem nexo...
Achar que sabe de cor e saltiado
quando na verdade, tudo se encontra desencontrado.

Sil

domingo, 11 de abril de 2010

Juarez Machado


Juarez Machado (Joinville / Santa Catarina, 16 de março de 1941), pintor, escultor, desenhista, mímico, caricaturista, cenógrafo, escritor, fotógrafo, ator e designer. Passou sua infância em Joinville na companhia da mãe Leonora e de seu irmão Edson. Seu pai era caixeiro viajante, trabalho que o ausentava bastante.

Aos 14 anos, trabalhou em uma oficina gráfica, no setor de produções de rótulos de remédios, embalagens e cartazes para laboratórios. Nesse processo de criação, entre pincéis, tintas e papéis, um profissional estava sendo formado.
Como sua cidade natal era muito pequena, com características do velho mundo (grande parte da população era de origem alemã sendo, consequentemente, sua arquitetura semelhante a da germânica), Machado resolveu explorar outras cidades, indo assim para Curitiba aos 18 anos. Matriculou-se na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Logo ao se formar, realizou sua primeira individual na Galeria Cocaco de Curitiba, dando início a sua carreira de contínuo sucesso.
Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro – cidade que, como São Paulo, tinha maiores oportunidades e era onde tudo estava acontecendo – conseguindo, aos poucos, conquistar seu espaço.
Mudou para Paris em 1978, onde fez seu terceiro ateliê – deixando o de Joinville e o do Rio de Janeiro (ambos em atividade) – mas antes, visitou Nova York, Londres, Itália, Dinamarca, Chipre, Israel e Grécia onde tomou partido dos acontecimentos do universo artístico de cada região.

Ganhou o prêmio da 5ª Bienal de Arte da Itália, prêmio Cenários em Televisão, o prêmio “Barriga Verde” de Artes Plásticas de Santa Catarina, o prêmio Nakamori (Japão) pelo melhor livro infantil, entre outros.

Sua cidade natal (Joinville), deu-lhe o título de Cidadão Honorário em 1982, e o presidente da República concedeu-lhe a Ordem do Mérito de Rio Branco, em 1990.

Entre os sucessos de suas exposições, sua única reclamação é sobre o conservadorismo dos museus que, até hoje, não valorizam artistas do Novo Mundo provocando uma certa ausência de artistas da América do Sul.

Algumas de suas obras:
























sábado, 10 de abril de 2010

Frida Kahlo


Para se entender as pinturas de Frida Kalho é necessário conhecer a sua vida.

Frida Nasceu em 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que
havia nascido em 1910. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias; aos seis anos
contraiu poliomelite, o que à deixou coxa. Já havia superado essa deficiência quando o ônibus em
que passeava chocou-se contra um bonde. Ela sofreu multiplas fraturas e uma barra de ferro
atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último fez várias cirurgias
e ficou muito tempo presa em uma cama.

Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua
cama. Frida sempre pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque
sou o assunto que conheço melhor". Suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente
seu amor pelo marido Diego Rivera.

A sua vida com o marido sempre foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida
não ficava atrás, compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. A maior dor
de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as
seqüelas do acidente a impossibilitaram de levar uma gestação até o final), o que ficou claro em
muitos dos seus quadros.

Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante "fortes", não
eram surrealistas: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei
minha própria realidade". Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia
pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas: "Espero alegremente a saída - e espero
nunca mais voltar - Frida". Talvez Frida não suportasse mais.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cinema: Dublê de anjo




Basicamente, e sem muitas pedras de açucar, a história retrata a vida de uma inocente garotinha que se chama Alexandria e que se encontra em tratamento em um hospital por estar com o braço quebrado. A menina começa uma amizade com outro paciente do local, um jovem dublê de cinema. A partir desta relação, o ator começar a contar uma história fantástica de cinco heróis que juntam forças para derrubar um governador tirano, na Índia. Viajando por lugares exóticos e únicos, os personagens desta fantástica histótia irão enfrentar exércitos e perigos.

O filme tem elementos de peso, que só engrandecem sua obra. Tarsem Singh, diretor do premiado “A Cela”, comanda esta super produção, que obteve filmagens também no Brasil.
O filme é um doce, leve e ao mesmo tempo trágico. A inocência se vê estampada no rosto da pequena Catinca Untaru. A atriz rigorosamente selecionada para o papel, cria uma ternura inexplicável junto a seu personagem, que não deixa de ser cômico de tão bela, mas também mostra seu lado humano e infantil. O filme é na verdade uma viagem na maionese. Isso mesmo. O dublê, homem amoroso e simpático (primeira impressão), começa a contar uma história para Alexandria com o intuito de conseguir da menina algo em troca.

Diante dos dois personagens, podemos diferenciá-los quanto a suas personalidades. Alexandria é muito inocente, bonita e não possui malícia. Já o jovem dublê, é um homem depressivo que se sente excluso de toda a sociedade, e isto poderia o fazer ser capaz de colocar sua própria vida em risco. A história, contada por ele, parte mais interessante do filme e pano de fundo para o verdadeiro contexto, é o que mais nos impressiona. São cenários perfeitos. Atores totalmente sincronizados.

O diretor de fotografia nos agracia quanto ás locações e posicionamentos de câmera, que fazem de uma paisagem se tranformar em outro num piscar de olhos, se que nenhum elemento mude de posição. A perfeição das cenas é incrível, tudo é praticamente milimetrado, tornando as paisagens ainda mais bonitas.

PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA

Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída

Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.

E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.

Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.

Cecília Meireles

quinta-feira, 8 de abril de 2010



Quantas vezes a gente,em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão,por toda parte,os óculos procura

Tendo-os na ponta do nariz! (Mário Quintana)

terça-feira, 6 de abril de 2010


Foi numa roda gigante que descobri meu eterno medo de ir além...

Roupas no varal,
dançam conforme o vento,
salpicam o azul com cores,
dão movimento,beleza,animando os pregadores exaustivamente.

quinta-feira, 18 de março de 2010


Sinto que o tempo está me esmagando.
Sei que se continuar assim será triste o fim.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


mesmo diante do direito,
do livre arbítrio
deveria ser proibido
despedaçar um coração...

Dentro de ti existe um silêncio e um santuário
para o qual tu te podes retirar em qualquer altura
e seres tu próprio. Este santuário é a simples
consciência do bem estar, do conforto, que não
pode ser violado pelo tumulto dos acontecimentos.
Este espaço não sente traumas nem acumula sofrimentos.
É o espaço mental curativo que se encontra, ou
procura encontrar-se, na meditação.”
(Deepak Chopra)

sábado, 14 de novembro de 2009


Se

se por acaso
a gente se cruzasse
ia ser um caso sério
você ia rir até amanhecer
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso
de noite uma farra
a gente ia viver
com garra

eu ia tirar de ouvido
todos os sentidos
ia ser tão divertido
tocar um solo em dueto

ia ser um riso
ia ser um gozo
ia ser todo dia
a mesma folia
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
era remédio

daí vá ficando por aí
eu vou ficando por aqui
evitando
desviando
sempre pensando
se por acaso
a gente se cruzasse...


Alice Ruiz

quinta-feira, 22 de outubro de 2009


"FAZER UM CÉU"

Fazer um céu, com pouco a gente faz basta uma estrela uma estrela e nada mais.

Pra ter nas mãos o mundo basta uma ilusão um grão de areia é o mundo em nossa mão. Sonhar é dar à vida nova cor

dar gosto bom às lagrimas de dor

o sol pode apagar, o mar perder a voz

mas nunca morre um sonho bom dentro de nós.

-MÁRIO LAGO- (Rio de Janeiro-1911-2001)

terça-feira, 20 de outubro de 2009


Borboletas são livres


Borboletas são livres

Minha alma também.

Anseio liberdade, beleza e amor

De ir, vir e sentir

Paixão, ar, calor.


Preciso criar, voar...

Sentir o vento nos cabelos

Mas os pés no chão.

Quero abraço

Mas quero espaço.


Mulher borboleta

Pequenina e voraz

Tem um vôo que seduz

Uma beleza que satisfaz.


Possuidora de uma leveza que conduz

De uma força que induz.

Sua fragilidade lhe traduz

Uma mulher que reluz!


Precisa de arte

Precisa que invada.

Que o coração dispare

Que a saudade mate.


Não a prenda

Traga flores para que venha.

Ela não é para qualquer um

Ela é da natureza

Ela é dela.


Tranque-a e ela morre.

Sopre-a no vento...Que ela vai.

Mas espere

Pois ela volta.


(Carolina Salcides)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


Dever de Sonhar

Eu tenho uma espécie de dever,dever de sonhar,de sonhar sempre,pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo, eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.

E, assim, me construo a ouro e sedas,em salas supostas, invento palco,cenário para viver o meu sonho entre luzes brandas e músicas invisíveis.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 9 de outubro de 2009


Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações, pois boas lembraças, são marcantes, e o que é marcante nunca se esquece!

Uma grande amizade mesmo com o passar do tempo é cultivada assim!


“Ensina seus filhos a respeitar a Terra onde pisam, pois ela está plena das cinzas de nossos Ancestrais”.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009


Quando nada subsiste de um passado antigo,

depois da morte dos seres,

depois da destruição das coisas,

sozinhos, mais frágeis porém mais vivazes,

mais imateriais, mais persistentes, mais fiéis,

o aroma e o sabor permanecem ainda por muito tempo,

como almas, chamando-se, ouvindo, sobre as ruínas de tudo o mais,

levando sem se submeterem, sobre suas gotículas quase impalpáveis,

o imenso e difícil das recordações

= Marcel Proust =
O Culpado
Eu me declaro culpado de não ter feito, com estas mãos que me deram,uma vassoura.
Por que não fiz uma vassoura?
Por que me deram mãos?
Para que me serviram se só vi o rumor do cereal,
se só tive ouvidos para o vento
e não recolhi o fio da vassoura,
verde ainda na terra e não pus para secar os talos ternos
e não os pude unir num feixe áureo
e não juntei um caniço de madeira à saia amarela até dar uma vassoura aos caminhos?
Assim foi!
Não sei como me passou a vida
sem aprender, sem ver,sem recolher e unir os elementos.
Nesta hora não nego que tive tempo,
mas não tive mãos,
e assim, como podia aspirar com razão à grandeza
se nunca fui capaz de fazer uma vassoura
uma só,
uma?
= Pablo Neruda=